Anualmente, o Global Risks Report, publicado pelo World Economic Forum (WEF), oferece uma das análises mais completas sobre os riscos que moldam o cenário global.
A edição de 2026 reforça uma mensagem clara: o mundo entra em uma fase marcada por maior competição entre países, fragmentação política e pressão crescente sobre sistemas ambientais, sociais e econômicos.
Com base na percepção de mais de 1.300 especialistas globais, o relatório analisa riscos no curto prazo (até 2028) e no longo prazo (até 2036), revelando implicações diretas para empresas, investidores e lideranças responsáveis por decisões estratégicas.
Neste artigo, reunimos os principais pontos do relatório e analisamos o que eles indicam para a sustentabilidade a governança e a gestão de riscos corporativos. Não perca!
Global Risks Report 2026: uma nova era de competição global
O Global Risks Report 2026 define o momento atual como uma “Era da Competição”. A cooperação internacional, que sustentou avanços relevantes em temas como clima, comércio e direitos humanos nas últimas décadas, perde espaço para interesses nacionais e disputas geopolíticas.
Esse movimento impacta diretamente:
- A coordenação de políticas climáticas globais;
- A previsibilidade para empresas que atuam em cadeias globais de valor;
- O avanço de regulações ambientais e sociais comuns.
Ou seja, para organizações, isso significa operar em um ambiente mais instável, com regras menos harmonizadas e maior exposição a riscos políticos e econômicos.
Principais riscos globais no curto prazo (até 2028)
No curto prazo, o relatório aponta riscos que afetam diretamente a estabilidade econômica, institucional e social.
Confronto geoeconômico:
Instrumentos econômicos como tarifas, sanções, subsídios e restrições comerciais surgem como o risco mais provável de gerar impactos globais relevantes. O confronto geoeconômico afeta cadeias de suprimentos, investimentos internacionais e a segurança de diversos mercados. Para empresas, isso amplia a necessidade de monitorar riscos regulatórios e comerciais, diversificar fornecedores e mercados e integrar riscos geopolíticos à gestão ESG.
Desinformação e perda de confiança:
A disseminação de informações enganosas continua entre os riscos mais críticos. Ela afeta processos democráticos, decisões econômicas e, claro, a confiança em instituições públicas e privadas. No contexto ESG, esse risco se conecta diretamente à reputação corporativa, transparência de dados e relatórios, e comunicação clara e responsável com stakeholders.
Polarização social:
O aumento da polarização política e social enfraquece a capacidade de resposta coletiva a crises, reduz a confiança institucional e amplia conflitos internos nos países. Empresas inseridas nesse cenário enfrentam desafios adicionais em temas como diversidade, inclusão, engajamento social e governança ética.
Riscos globais no longo prazo: o protagonismo das questões ambientais
Embora os riscos geopolíticos dominem o curto prazo, o relatório é contundente ao apontar que, nos próximos dez anos, os riscos ambientais continuam sendo os mais severos.
Eventos climáticos extremos:
Fenômenos como ondas de calor, secas, enchentes e tempestades intensas permanecem como o principal risco global de longo prazo. Seus impactos vão além do meio ambiente, afetando infraestrutura, produção, saúde e segurança alimentar.
Perda de biodiversidade e colapso de ecossistemas:
A degradação de ecossistemas naturais compromete serviços ambientais essenciais, como disponibilidade de água, estabilidade do clima e produção de alimentos. Esse risco é sistêmico e interligado a diversos setores econômicos.
Mudanças críticas nos sistemas da Terra
O relatório alerta para pontos sem volta em sistemas ambientais, reforçando a urgência de ações estruturais e de longo prazo, tanto por governos quanto por empresas.
O curto prazo versus o longo prazo
Um dos alertas mais relevantes do Global Risks Report 2026 é o descompasso entre prioridades imediatas e riscos estruturais. Enquanto temas geopolíticos ganham destaque no curto prazo, os riscos ambientais seguem crescendo silenciosamente no longo prazo.
Para a agenda ESG, isso representa um perigo claro: tratar sustentabilidade apenas como resposta a pressões momentâneas pode comprometer a resiliência futura dos negócios.
Implicações diretas para a gestão ESG
O relatório reforça que ESG não pode ser visto de form isolada ou limitada a indicadores, ele deve estar integrado à gestão estratégica e riscos.
Entre os principais aprendizados para empresas, se destacam:
- A importância da governança em ambientes instáveis e fragmentados;
- A necessidade de dados confiáveis e transparentes para combater a desinformação;
- A urgência de estratégias climáticas robustas, focadas em mitigação e adaptação;
- O papel das empresas na responsabilidade social e institucional em contextos polarizados.
ESG, nesse cenário, se torna um instrumento de resiliência e competitividade.
O que podemos concluir?
O Global Risks Report 2026 deixa claro que os desafios globais são cada vez mais interconectados. Geopolítica, economia, clima e sociedade não operam de forma isolada, e as decisões tomadas hoje moldarão a capacidade de resposta das organizações no futuro.
Para empresas que desejam crescer de forma sustentável, integrar ESG à gestão de riscos não é mais uma escolha estratégica opcional, mas uma necessidade para navegar em um mundo mais complexo, competitivo e imprevisível.
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