O mercado regulado de carbono no brasil: entenda o que vem por aí
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O cenário global de sustentabilidade está em constante evolução, e o Brasil tem se posicionado de forma cada vez mais estratégica nesse movimento. Para profissionais que atuam na área de ESG e sustentabilidade, entender as nuances do Mercado de Carbono é fundamental. Uma notícia recente trouxe à tona um avanço significativo: a criação de um órgão gestor provisório para esse mercado em julho. Mas o que isso realmente significa para as empresas e para o futuro da descarbonização no país?
O que é o mercado regulado de Carbono?
Para começar, é importante desmistificar o que é um mercado de carbono. Imagine um sistema onde a emissão de gases de efeito estufa, aqueles que contribuem para o aquecimento global, tem um “preço”. O Mercado Regulado de Carbono é um mecanismo que estabelece limites para as emissões de gases de grandes empresas.
Se uma empresa emite menos do que o permitido, ela pode vender esse “crédito” de carbono para outra empresa que excedeu seu limite. Isso incentiva a redução de emissões e a inovação em processos mais sustentáveis.
No Brasil, esse mercado foi criado com o objetivo de impulsionar a transição para uma economia de baixo carbono. A ideia é que, ao colocar um custo na emissão de carbono, as empresas sejam estimuladas a investir em tecnologias limpas e práticas mais ecológicas, contribuindo diretamente para as metas climáticas do país.
O papel de um Órgão Gestor
A notícia de que o governo federal anunciará um corpo provisório para gerir o Mercado Regulado de Carbono em julho é um passo crucial. Essa medida, ainda que temporária, demonstra o movimento do Brasil em tornar esse mercado operacional.
Experiências internacionais, como de estudos divulgados pelo Banco Mundial, mostram que um corpo gestor bem estruturado é essencial para a credibilidade e eficácia de um mercado de carbono.
Próximos passos e novos desafios
A meta é ter a estrutura de governança completa definida até a COP30, que ocorrerá em Belém em 2025. Até lá, o caminho envolve a superação de alguns desafios e a definição de regras importantes.
Um dos pontos chave para este ano é a regulamentação do Artigo 56 da Lei nº 15.042, de 11 de dezembro de 2024, que exige que empresas de seguros, resseguros e previdência privada aloquem 0,5% de suas reservas em créditos de carbono ou fundos relacionados. Essa medida pode injetar um volume significativo de capital no mercado, incentivando ainda mais projetos de descarbonização.
Além disso, a padronização do monitoramento, relato e verificação (MRV) de emissões é uma prioridade. Para que o mercado funcione de forma justa e eficiente, é fundamental que as empresas tenham diretrizes claras e consistentes para reportar suas emissões. Isso garante a integridade dos créditos de carbono e a confiança de todos os participantes do mercado.
O Brasil no contexto global do preço do carbono
Com a operacionalização do Mercado Regulado de Carbono, o Brasil se juntará a um movimento global de países e jurisdições que atribuem um preço ao carbono no qual cerca de 28% das emissões globais já estão cobertas. A participação do Brasil nesse cenário reforça seu papel como um player importante na agenda climática e abre novas oportunidades para o desenvolvimento sustentável.
Para os profissionais de ESG e sustentabilidade, esse avanço significa um ambiente de trabalho mais dinâmico e com novas exigências. A compreensão das regras do mercado, a capacidade de identificar oportunidades de redução de emissões e a habilidade de navegar nesse novo cenário serão grandes diferenciais.
O Mercado Regulado de Carbono é apenas uma das muitas inovações no universo ESG. Conheça o ESG Carbon nossa solução para ajudar sua empresa a estruturar e implementar uma estratégia de descarbonização eficaz, do planejamento à execução.
The newsletter tracks regulatory changes before they arrive as requirements.
Every two weeks, an analysis of what changed in regulation, frameworks, and customer requirements, with guidance on what to do about it.
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